O que o livro ensina?
Todos os personagens do livro têm características onde eles se destacam e em algumas vezes geram apelidos para eles. Além de Bala, o líder, mais cinco meninos fazem parte dos Capitães; mais tarde, uma moça se incorpora ao grupo e se torna a primeira Capitã.
João Grande é o segundo comandante dos Capitães, e se destaca por sua bondade e seu porte físico avantajado. Professor é o mediador do grupo, leitor voraz e exímio desenhista. Volta-Seca, afilhado de Lampião, deseja tornar-se um cangaceiro.
Gato, malandro e sedutor, se envolve com uma prostituta. Era ágil, elegante e sempre andava bem arrumado. Pirulito, extremamente religioso, sonhava em ser sacerdote. Sem-Pernas, coxo, se aproveitava se sua limitação física para ser o espião do grupo. Boa-Vida era o mais preguiçoso do grupo. Dentre outros Capitães podemos citar o Gringo, Barandão e Almiro.
Os meninos contam com a ajuda de diversas pessoas na cidade. Dentre estes, podemos citar o Querido-de-Deus, capoeirista; a Don’Anninha, mãe de santo; João de Adão, líder dos estivadores e o Padre José Pedro. Por fim, se incorpora aos Capitães, uma menina, chamada Dora.
Em um contexto de Brasil no início de sua República Nova, a conservadora Bahia vê os meninos como escória social. Com uma breve exceção do Padre, os que ajudam os Capitães da Areia não têm um contato exato com a elite; não são marginalizados como as crianças seriam, mas também não pertencem a mais alta casta da sociedade soteropolitana.
Os capítulos do livro são acompanhados de notícias sobre os Capitães da Areia que refletem seus atos e indicam o pensamento da cidade em relação a estes, quase sempre de rechaço e desprezo.
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